sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Zeca do PT arrecada R$ 190 mil em jantar para eleições



Ângela Kempfer
Divulgação
Jantar ocorreu na noite de ontem no Restaurante Yoted
Segundo cálculos do PT, em uma noite o partido conseguiu colocar em caixa R$ 190 mil em jantar promovido para capitalizar o partido.

A festa teve ar e discursos já de campanha, que virá em 2010 caso seja confirmado o nome de Zeca do PT para a disputa com o governador André Puccinelli (PMDB).

O palco do restaurante Yoted, em Campo Grande, virou palanque, com apoiadores do PDT, como João Leite Schimidt e o deputado federal Dagoberto Nogueira e o vereador Paulo Pedra.

O senador Delcídio do Amaral não apareceu, mas enviou uma carta justificando a ausência e reforçando o apoio ao petista.

Como foi padrinho de casamento em Fortaleza (CE), o senador relatou a Zeca que foi obrigado a faltar, mas escreveu ressaltou o seu “compromisso com a candidatura própria ao governo do Estado”.

A carta foi lida pelo próprio Zeca, para as 380 pessoas que compraram a R$ 500,00 o convite de adesão, segundo números do PT. Na relação divulgada estão empresários, comerciantes, prefeitos e ex-prefeitos, vereadores e dirigentes do partido.

Marcus Garcia, que deve ser confirmado como presidente regional do PT nas eleições internas do dia 22 de novembro, representou oficialmente o Senador.

Também jantaram ao lado de Zeca membros de partidos que prometem integrar aliança do PT e ex-colaboradores durante o mandato no governo do Estado, como o ex-prefeito de Aquidauana Felipe Orro, o ex-deputado Federal Oscar Goldoni, o ex-secretário de Segurança Pública Franklin Masruha,

A noite também reuniu o presidente do PT, Amarildo Cruz, os deputados Federais Antonio Carlos Biffi, Dagoberto Nogueira, Vander Loubet, os estaduais, Pedro Kemp, Pedro Teruel, Paulo Duarte, o prefeito de Corumbá, Ruiter Cunha, e os vereadores Thais Helena e Cabo Almi.

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sábado, 31 de outubro de 2009

PTB quer ser terceira via em 2010, mas aceitaria vaga de vice

Valdelice Bonifácio

O PTB pretende lançar candidato ao governo do Estado nas eleições de 2010. “Os partidos têm de oferecer opção aos eleitores. Do contrário, eles vão decidir apenas entre PT e PMDB”, avalia o presidente regional do PTB, Ivan Louzada. Contudo, ele informa ter proposto a participação do PTB como vice no projeto de Zeca do PT e também no de Marisa Serrano, cujo partido, o PSDB, ainda não definiu se lança candidato ao governo ou se apoia a reeleição de André Puccinelli (PMDB).

O partido, inclusive, já tem opções de candidatos ao governo. Em evento realizado neste mês em Mundo Novo, o empresário Zelito Ribeiro de Aquidauna assumiu pré-candidatura ao governo do Estado pelo PTB. Porém, Ivan Louzada esclarece que a legenda tem outras opções de candidatura. Ele cita o pecuarista Italívio Coelho Neto, cujo avo Italívio Coelho foi senador.

Há ainda o ex-deputado estadual Valdenir Machado, de Dourados. “Temos nomes para ocupar o espaço que os outros partidos não ocupam que é de oferecer à população ao invés de deixar a disputa só entre André e Zeca”, menciona.

Zeca, aliás, mencionou em recente entrevista coletiva ter se reunido com Zelito Ribeiro e proposto que ele participasse de seu futuro governo. Louzada diz ter tomado conhecimento do encontro pela imprensa e esclarece que o partido se organiza para lançar candidato próprio.

“Eu havia conversado com o Zeca há quatro meses. Disse a ele o mesmo que eu disse a Marisa. Só participaríamos do projeto se tivéssemos espaço na chapa majoritária, ou seja, a vaga de vice ou de senador”, relembra.

Depois disso, o dirigente não conversou mais com Zeca do PT. “Por hora, organizamos nossa candidatura própria”, afirma.

Conforme o dirigente, o partido tem atualmetne 14 mil filiados, três prefeitos (Maracaju, Aral Moreira e Selvíria), três vices (Rio Negro, Bodoquena e Ladário), 29 vereadores, sendo oito presidentes de câmaras.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Zeca afirma que Dilma está trabalhando para PR apoiá-lo

Campo Grande News


Paulo Fernandes
Marcelo Victor
Zeca segura réplica de chuteira que foi de Garrincha, ídolo do Botafogo


Durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, o ex-governador Zeca do PT afirmou que recebeu a informação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) de que a ministra da Casa Civil e pré-candidata a presidente da República, Dilma Roussef, está trabalhando para que ele (Zeca) obtenha o apoio do PR, hoje inclinado a apoiar o governador André Puccinelli (PMDB).

Ex-aliado de Zeca durante o governo passado, o PR passou a ficar mais próximo do que nunca de Puccinelli quando o secretário Edson Giroto (Obras), homem de confiança do governador, se filiou ao partido.

Hoje, o partido mais próximo do PT é o PDT, que perdeu diversas lideranças e quase todos os deputados estaduais (à exceção de Antônio Braga) após manobra do deputado federal Dagoberto Nogueira visando as eleições de 2010.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Em MS, líderes do PT e do PMDB divergem sobre modelo de aliança nacional


Valdelice Bonifácio
Diferente do ocorre nacionalmente, em Mato Grosso do Sul lideranças do PT e do PMDB divergem do modelo de convivência proposto pela cúpula peemedebista que costura apoio aos petistas para as eleições presidenciais de 2010. O ex-governador Zeca do PT, por exemplo, diz que o acordo é viável. Já o deputado federal Geraldo Resende, do PMDB, diz que o Estado tem peculiaridades que precisam ser melhor discutidas.

Ontem, o líder do PMDB na Câmara Federal e um dos principais articuladores da aliança nacional, Henrique Eduardo Alves, informou que onde não houver possibilidade de unir as siglas haverá dois palanques, sendo um para Dilma Rousseff, possível presidenciável do PT, e outro para o vice que deve ser do PMDB.

Como se sabe, o governador André Puccinelli (PMDB), que disputará a reeleição, já disse em várias ocasiões que se o PT lançar candidato ao governo do Estado ele apoia o presidenciável do PSDB.

Mas, para Zeca do PT, a solução proposta pelo PMDB “é inteligente” e serve para o caso de Mato Grosso do Sul onde os dois partidos são rivais históricos. “Assim, a Dilma poderia ficar no nosso e o Michel Temer [nome cotado para ser indicado à vaga de vice] no do André”, comentou Zeca.

Já para Geraldo Resende, o PMDB precisará rediscutir a quem oferecerá seu palanque. “O André Puccinelli já havia dito que se não tivesse o apoio do PT no Estado, ele não teria compromisso com a Dilma”, destacou.

“A realidade de Mato Grosso do Sul se diferencia muito da nacional”, completa Resende, citando ainda que na aliança de André Puccinelli há partidos que querem apoiar o candidato tucano à presidência e há também quem pretenda dar sustentação à candidatura de Ciro Gomes (PSB).

Ainda conforme Geraldo, os dois partidos fecharam apenas um pré-acordo eleitoral. “É como se fosse um pré-acordo nupcial. O casamento pode não acontecer”, avalia.

Na noite de ontem, em jantar realizado no Palácio da Alvorada, ficou acertado que o PT ficará com a cabeça da chapa, provavelmente com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o PMDB, com a vice. Os dois partidos preferiram falar em pré-acordo, que só será sacramentado após as convenções partidárias, a serem realizadas ao longo do ano que vem.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Petistas vêem na vinda de Zé Dirceu sinal de apoio a Zeca



Midia max


João Prestes e Valdelice Bonifácio

Os petistas fazem uma leitura positiva da vinda do ex-ministro Zé Dirceu ao Estado, amanhã (21), acompanhando o candidato a presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. No entender do deputado estadual Pedro Kemp, a visita de Zé Dirceu “dará impulso” à candidatura do ex-governador Zeca do PT. Havia boatos de que a missão de Dirceu poderia ser exatamente o contrário: tentar um último esforço para unir PT e PMDB no Estado.
Ao mesmo tempo em que Zé Dirceu e Dutra visitam Campo Grande, as cúpulas do PT e do PMDB devem fechar um préacordo em apoio à candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República. Mato Grosso do Sul pode ficar de fora do negócio, tendo em vista que os dois partidos se preparam para a disputa na eleição do ano que vem.

Kemp assegura que não há pressão de nenhuma liderança nacional do PT para que o partido retroaja na disposição de disputar o governo em Mato Grosso do Sul. Sequer sugestão nesse sentido teria havido, diz o parlamentar. Ao contrário, em reunião recente entre os deputados Dagoberto Nogueira (PDT), Vander Loubet e o senador Delcídio do Amaral (ambos do PT) com a ministra Dilma, a situação política do Estado foi colocada. Dilma teria assegurado que não haverá imposição da cúpula do PT caso o partido decida lançar candidato próprio, confrontando a candidatura do PMDB à reeleição.

O próprio Zé Dirceu já fez declarações nesse sentido, em outras ocasiões em que visitou o Estado. Por essa razão, os petistas estão confiantes na vinda de Dirceu e Dutra. A reunião será na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação), localizada na rua 26 de Agosto, às 18h30.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Marisa acredita que PMDB nacional vá liberar André para apoiar candidato tucano em 2010

Marisa acredita que PMDB nacional vá liberar André para apoiar candidato tucano em 2010



Valdelice Bonifácio

Na avaliação da senadora Marisa Serrano (PSDB) a cúpula nacional do PMDB vai liberar os diretórios regionais para definir o arco de alianças para as eleições de 2010. Nacionalmente, PMDB e PT costuram aliança para disputar a presidência da República. “O PMDB sempre dá autonomia”, diz.

Este, inclusive, é o desejo do governador André Puccinelli (PMDB). Ele chegou a tentar aliança com os petistas em Mato Grosso do Sul, mas esbarra no desejo do partido de lançar Zeca do PT ao governo do Estado.

Agora, ele quer evitar que PMDB e PT se aliem formalmente sob pena de prejudicar sua provável aliança com o PSDB. Apesar da verticalização não vigorar mais, a aliança nacional cria limitações para os candidatos a governador nos Estados. André não teria a obrigação de receber Dilma Rousseff, presidenciável do PT, em seu palanque, mas, também não pode oferecer apoio oficial ao candidato tucano.

Os dois não poderiam, por exemplo, aparecer juntos em palanque oficial e nem na propaganda eleitoral em rádio e televisão.

Marisa Serrano reconhece que se fechada a aliança nacional entre PT e PMDB a aliança local ficaria prejudicada. “Realmente, haveria prejuízos, mas por enquanto são apenas hipóteses”, afirma.

Na análise da senadora, André já deu mostras de que abandonou a ideia de aliança com o PT e quer o BDR (Bloco Democrático Reformista) composto por PSDB, DEM e PPS em seu palanque.

“Tanto é que ele permitiu que o deputado estadual Diogo Tita que é ligado a ele migrar do PMDB para o PPS”, exemplificou.

André, por sua vez, pretende bradar na convenção nacional contra aliança entre PT e PMDB. “Não vai ter cenário nacional sem a participação do Andrezinho, temos 27 delegados na convenção”, afirmou em referência ao número de representantes do PMDB de MS.

Saiba mais sobre a atitude do governador nas notícias abaixo:

Distante do PT, André quer que PMDB nacional libere estados



Valdelice Bonifácio
10/10/2009 13:50



Valdelice Bonifácio
Em clima de campanha, André cumprimenta populares na praça

Pela primeira vez desde que a aliança entre PMDB e PT passou a ser tratada como um compromisso formal em âmbito nacional para as eleições de 2010, o governador André Puccinelli (PMDB), até então em silêncio sobre o assunto, criticou a decisão da cúpula de seu partido. Disse que a atitude é antecipada e defendeu que o PMDB lance candidatura própria ou não faça alianças para liberar o partido nos estados.

“E se chegar no ano que vem e a Dilma Rousseff [provável presidenciável do PT] não sair candidata. E se o José Serra [governador de São Paulo nome que está sendo avaliado pelo PSDB] não for candidato. E aí quem já tiver anunciado o apoio fica embaixo com a broxa na mão. É muito cedo. Lá em março é que vamos saber quem é candidato e quem não é”, afirmou.

André se mostrou contrariado com a atitude da cúpula do PMDB de declarar apoio à Dilma Rousseff sem antes ouvir o conselho político do partido. O governador mencionou que lideranças do PMDB como presidente do Senado José Sarney (AP), o senador Renan Calheiros (AL) e o presidente da Câmara Federal Michel Temer (SP) – cotado para vice de Dilma -- não podem tomar sozinhos uma decisão que interessa a todo partido.

“Eu liguei para o Michel Temer e perguntei quando é que eles vão chamar o conselho para conversar. Nós queremos ser ouvidos”, informou salientando que participan do conselho, os governadores do PMDB e os presidentes dos diretórios regionais da sigla.

O governador só evita falar em prejuízos políticos para sua candidatura à reeleição na hipótese da aliança entre PMDB e PT vingar nacionalmente. Mas, sabe-se que ele pagaria um alto preço.

Apesar da verticalização não vigorar mais, a aliança nacional cria limitações para os candidatos a governador nos Estados. André não teria a obrigação de receber Dilma Rousseff em seu palanque, mas, também não pode oferecer apoio oficial ao presidenciável tucano.

Os dois não poderiam, por exemplo, aparecer juntos em palanque oficial e nem na propaganda eleitoral em rádio e televisão.

O governador que chegou a se esforçar por uma aliança local com os petistas, hoje pôs fim a qualquer possibilidade de entendimento.

Publicamente, ele desafiou o ex-governador Zeca do PT a concorrer em 2010.

“Não vou propor acordo nenhum. Ele [Zeca] não fica dizendo que se desistir vão dizer que se vendeu? Primeiro que ninguém quer comprar e eu o estou desafiando a ser candidato”, mencionou.

A declaração prova que o governador vê Zeca do PT como seu adversário. Hoje, ao percorrer a Praça Ary Coelho cumprimentou populares e se entregou a comparações com ex-governador. Mencionou que em Campo Grande ele é muito mais popular que o petista e que as urnas comprovarão que está dizendo a verdade.

Com Zeca candidato, André não dará palanque a Dilma. Deve apoiar o candidato do PSDB daí querer evitar que a aliança entre PMDB e PT se consolide nacionalmente.

Embora reconheça que é difícil André sugere que o PMDB lance candidato à presidência da República. Ele menciona que o senador Pedro Simon (RS) e o governador do Paraná, Roberto Requião seriam bons nomes.

“É difícil a chance é de apenas 1%. Mas, eu acho que o partido tem de respeitar as peculiaridades dos estados”, afirmou.

Questionado se um possível recuo do PMDB em apoiar Dilma não seria prejudicial para o partido, uma vez que a legenda tem ministérios importantes no governo, André mencionou não se importar com isso, porque está focado na situação local.









13h50