O vereador Osvaldo de Paula (PTB), da Câmara Municipal de Monte Santo de Minas, no Sul de Minas Gerais, foi libertado na manhã de sexta-feira (25), depois de passar horas nas mãos de sequestradores. Ele deveria participar de uma sessão de cassação de quatro vereadores, quando foi abordado por dois homens armados e encapuzados, em uma estrada de terra, na zona rural da cidade.
O vereador foi abandonado em um canavial em Cássia dos Coqueiros, em São Paulo, por volta das 9 horas. Moradores da região o ajudaram a pedir ajuda e acionar a polícia.
De acordo com a Polícia Militar (PM) de Monte Santo de Minas, ainda não há informações que indiquem uma motivação política para o crime. Os sequestadores ainda não foram localizados.
Monte Santo de Minas
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Município de Monte Santo de Minas |
| | |
| Bandeira desconhecida | Brasão desconhecido |
|
| Hino |
| Aniversário | 26 de junho |
| Fundação | 1890 |
| Gentílico | monte-santense |
| Lema |
|
| Prefeito(a) | Militão Paulino de Paiva (PSC)
(2009–2012) |
| Localização |
| Localização de Monte Santo de Minas em Minas Gerais Localização de Monte Santo de Minas no Brasil |
21° 11' 24" S 46° 58' 48" O |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Mesorregião | Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008[1] |
| Microrregião | São Sebastião do Paraíso IBGE/2008[1] |
| Municípios limítrofes | Itamogi e São Sebastião do Paraíso (N), Jacuí (NE), Guaranésia (SE), Arceburgo (S), Mococa (SO), Cássia dos Coqueiros e Santo Antônio da Alegria (O). |
| Distância até a capital | 495 km |
| Características geográficas |
| Área | 590,896 km² [2] |
| População | 21 246 hab. Censo IBGE/2010[3] |
| Densidade | 35,96 hab./km² |
| Clima | tropical de altitude |
| Fuso horário | UTC−3 |
| Indicadores |
| IDH | 0,745
médio PNUD/2000[4] |
| PIB | R$ 247 503,582 mil IBGE/2008[5] |
| PIB per capita | R$ 12 005,41 IBGE/2008[5] |
Monte Santo de Minas é um
município brasileiro no sul do
estado de
Minas Gerais. Sua população era de 21.212 habitantes em 2000 e de 20.133 habitantes em 2007 (
IBGE). A área é de 592,5 km² e a
densidade demográfica, de 35,8 hab/km².
As raízes históricas de Monte Santo de Minas remontam à época da mineração do
ouro em
Jacuí no século XVIII. Com a exaustão das jazidas na região e o consequente empobrecimento de Jacuí, as pessoas passaram a procurar terras férteis nas proximidades para praticarem a
agricultura. Da
comarca de Jacuí partiram várias
bandeiras em busca de novas lavras e assim se formou, ao redor de uma capela construída em homenagem a
São Francisco de Paula e próximo a um riacho, o povoado de São Francisco de Paula do Tejuco em
1820.
Com o seu desenvolvimento, o
povoado passou à categoria de
paróquia, com o nome de São Francisco de Paula do Monte Santo e, com esta denominação, é elevado a
município em
1890. Em
1911, com a nova divisão administrativa, o município tem seu nome alterado para Monte Santo e, posteriormente, em
1948, para Monte Santo de Minas. Com a ascensão da cultura do
café a partir da metade do século XIX e com a contrução da estação ferroviária da
Mogiana em
1913, houve uma acelerada expansão econômica e populacional no município.
Na ultima década do século XIX, foi prefeito da cidade o advogado e promotor público
Venceslau Brás Pereira Gomes, destacando-se na sua administração por ter introduzido o sistema de abastecimento de água na cidade. Venceslau Brás veio a ser o nono presidente do Brasil entre
1914 e
1918, durante a
primeira guerra mundial.
Foi nesta fase, entre a última década do século XIX e os
anos 30 do século XX, que veio um grande número de imigrantes
italianos para trabalhar nas lavouras de café e nos ofícios e comércio urbano. Chegaram também imigrantes
portugueses,
espanhóis e
sírio-libaneses. Desta época áurea do café datam algumas belas casas e imponentes edifícios muito bem conservados no centro da cidade, com mençâo especial da área ao redor do "Jardim Velho".
O Jardim Velho na década de trinta.
A
crise de 1929 levou muitas das famílias à miséria, especialmente parte da colônia italiana, que acreditou nas promessas de um banqueiro da região, Emílio Forli. Polpudos lucros eram prometidos e não foram honrados, o que ocasionou forte comoção local. Migração para a capital de
São Paulo, para trabalho na nascente indústria, foi uma das consequências dessa crise. A família Bonfá, imigrantes do Vêneto radicados em Monte Santo, é um exemplo entre muitas outras dessa história.
Devido a uma excessiva dependência da economia local à atividade rural, em especial á cultura cafeeira e devido à falta de uma industria local de maior significância, Monte Santo de Minas tem sido um tradicional exportador de mâo-de-obra para outras cidades, em especial cidades industriais como Sâo Paulo, Campinas, Mogi Mirim, Paulínia, Americana e mais recentemente para Ribeirâo Preto, Mococa e Sâo Sebastiâo do Paraíso. Em decorrência disto, a populaçâo do município tem sido estável nas últimas décadas, crescendo muito pouco se comparada com a populaçâo brasileira como um todo. Esse é um fenômeno comum nas cidades pequenas da regiâo do
Sul de Minas e da Mogiana paulista.
A partir do início dos anos 80, devido ao aumento da mecanizaçâo das lavouras de café na área rural, houve uma migraçâo da populaçâo rural para a área urbana do município, com criaçâo de novos bairros populares na periferia da cidade. Isso modificou muito o aspecto da cidade. Felizmente nâo tem se observado um aumento demasiado de
pobreza extrema entre esses novos moradores da cidade e o município tem conseguido estender a rede de saneamento básico para todas áreas novas.
[editar] Geografia e Clima
Vista dos morros "Dois Irmâos".
A topografia de Monte Santo de Minas é predominantemente ondulada com formações de
serra e
planaltos elevados principalmente na parte leste e norte do município, sendo a "Serra do Monte Santo" o final extremo noroeste da
Serra da Mantiqueira. Parte do município é de terreno acidentado com algumas formações de colinas e morros, sendo os "Dois Irmãos" os mais marcantes e conhecidos (foto ao lado).
A
vegetação é de transição da
Mata Atlântica para o
Cerrado apresentando grande variedade de espécies e de biótopos, dependendo se este está em uma área montanhosa, num vale ou numa chapada. Infelizmente não há grandes áreas florestais contínuas no município, somente pequenas parcelas fragmentadas de florestas que dependem basicamente da boa vontade dos produtores rurais para sua preservação. Mesmo assim, tem se felizmente observado um sucessivo aumento de certas populações de animais silvestres locais, como p.ex.
macacos,
tucanos e
lobo guará, devido ao maior controle do
IBAMA e a conscientização da população local.
Aves de rapina no cafezal.
Devido à influência dos italianos, era comum a caça de perdizes e codornas nos campos de altitude, pastos e cerrados do município, acompanhada da criação de cães perdigueiros, atividade hoje proscrita. Caçadores costumavam, nos anos 30/40/50/60 trazer até 100 codornas, numa só surtida, tal era a abundância dessa ave. Amílcar Meletti, falecido há tempos, destacou-se nessa infeliz atividade predatória.
O
clima é
subtropical de altitude e ameno. Em algumas áreas do município a
temperatura chega a ser bem fria durante a noite ocorrendo formação de
geada esporádicas no inverno. No verão o clima é umido, quente e agradável. A temperatura média anual é de 20,6 graus. A
precipitação média anual é de 1690 mm concentrando-se principalmente entre os meses de dezembro e fevereiro.
População
Com uma
população total de 22.874 habitantes segundo o
censo do ano
2009, a população urbana, com 15.597 pessoas corresponde a cerca de 73,5 % do total. O
índice de desenvolvimento humano (IDH) era de 0,745 em
2000 e o índice de
analfabetismo ainda superava os 12 % da populaçâo acima de dez anos de idade.
Economia
Agricultura: a economia de Monte Santo de Minas é predominantemente rural, se destacando principalmente a cultura do
café, com longa tradição na regiâo. Com terras boas e com altitude muito propícia para o cultivo do
café arábica, a qualidade dos grãos é muito boa, competindo com as melhores regiões produtoras do Brasil. Tem se notado nos últimos anos uma contínua expansão da cultura da
cana-de-açúcar, que tem tomado cada vez mais o espaço das culturas mais tradicionais do café e do gado. Também tem grande importância a produção de
gado de corte,
avicultura, produção de
milho,
leite e algumas frutas como
abacate,
banana,
laranja,
limão e
pêssego. A
distribuição agrária é diversificada, sendo relativamente grande o número de pequenas e médias propriedades rurais. O grau de tecnificação da agricultura local tem aumentado muito nos últimos anos, em parte devido à assistência técnica do núcleo local da cooperativa
Cooxupé.
Industria: há um parque industrial em lenta, mas constante expansão próximo à rodovia com empresas das mais variadas áreas como: bebidas, construção, eletrotécnica, química e serviços. Na cidade há empresas de várias áreas como alimentícia, confecções, processamento de produtos agrícolas e principalmente prestação de
serviços e
comércio.
Um novo ramo econômico muito promissor para a cidade é o
turismo, marcado pelo melhor
carnaval do sudoeste mineiro organizado pelas escolas de samba do Braz e do Belém, onde nos dias de Carnaval o número de turistas chega a 14 mil pessoas. Com um marketing efetivo e mais apoio da prefeitura, seria fácil expandir a atividade turística na cidade, beneficiando muito o comércio local.
A cafeicultura é a maior responsável pela entrada de recursos econômicos na cidade. Formada em sua maioria por pequenos produtores em Monte Santo assim, se faz uma espécie de "Reforma Agrária" pacífica. A cidade conta também com grandes produtores de café que emprega um temporariamente grande número de pessoas da região que ganham o suficente ara sobreviver o restante do ano com os rendimentos da colheita e migrantes de todo o Brasil que chega em Monte Santo vindos para a colheita.
Tentou-se manter um curso de graduação na cidade, Curso Normal Superior, pela Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), iniciado em 2003; Não tendo a procura esperada, o curso foi encerrado no final de 2005.
Transportes, saúde e comunicação
Transporte: A cidade tem acesso por
rodovia pavimentada federal aos municípios de
Itamogi ao Norte (direção a
São Sebastião do Paraíso e
Passos) e
Arceburgo ao Sul (em direção e com acesso à rodovia duplicada
SP-340 em
Mococa). Através de estradas de terra pode-se chegar diretamente ao distrito de
Milagre; aos outros municípios limítrofes e ao estado de
São Paulo a oeste.
A estrada de ferro da
Mogiana, à qual Monte Santo de Minas deve grande parte de seu desenvolvimento, foi infelizmente desativada na década de 80. O transporte de passageiros já havia cessado em
1976 sobrando apenas o transporte de cargas, e os trilhos foram retirados definitivamente por volta de
1990.
Monte Santo de Minas dispôe de uma estação rodoviária em boas condições e tem conexões via ônibus a várias cidades da região, destacando-se São Sebastião do Paraíso (MG), Mococa (SP),
Campinas (SP) e
São Paulo.
A área rural dispôe de um serviço de
transporte coletivo municipal relativamente bem organizado.
Saúde: Monte Santo dispoe de uma santa casa razoavelmente bem equipada na qual podem ser tratados os casos mais urgentes e menos complicados. Devido à pequena distância de cidades maiores como São Sebastião do Paraíso;
Passos;
Ribeirão Preto e Mococa, casos mais graves ou complicados podem ser tratados de maneira profissional mais especializada nas clínicas destas cidades. A prefeitura disponibiliza transporte gratuito a algumas destas cidades para os doentes em tratamento ou em caso urgente. Há vários profissionais de diversas áreas da medicina atuando em Monte Santo de Minas.
Meios de comunicação: Atualmente o município possui dois jornais, o Folha do Povo e a Folha Avesso e uma bem montada revista informativa "MONTE SANTO EM DESTAQUE" , além de 3 emissoras de rádio "Nova Onda FM", "INDEPENDÊNCIA FM" E "PROGRESSO AM", responsáveis pela cobertura do setor de comunicação.
A Cachoeirinha, dista cerca de 5 Km da cidade.
Apesar de ser uma sossegada cidade, pequena com ares de pacata, Monte Santo vem se despontando como uma ótima opção turística, devido principalmente ao famoso
carnaval da cidade, no qual as duas escolas de samba: Braz e Belém lutam para se superarem, mobilizando a cidade inteira. Graças ao engajamento popular, esse tradicional carnaval de rua conseguiu superar uma fase crítica na qual quase se extinguiu, e vem se tornando, a cada ano, mais profissional e badalado.
Outra festa popular muito difundida na cidade é a "folia de Reis" que é praticada por muitos devotos começando do dia 1 a 6 de janeiro com participação de vários grupos da região.
A cidade vem preservando bem seu
patrimônio artístico e cultural, como o belo "Jardim Velho" com seu típico coreto; a Igreja Matriz com sua agradável Praça e muitas casas históricas reformadas e bem cuidadas.
As belezas naturais de Monte Santo também devem ser mencionadas, destacando-se as
cacoeiras e sua maravilhosa paisagem.
Algumas cachoeiras:
Referências
Ligações externas